E lá se vão 12 meses…

Hoje o dia amanheceu estranho. Me dei conta de que 12 meses se passaram desde aquela terrível noite de quarta-feira. Ainda me lembro com detalhes de como recebi a notícia de que você havia nos deixado, para sempre. E, apesar de todo mal que você me fez, das lágrimas que derramei enquanto você brincava com meus sentimentos e das noites que passei em claro tentando entender os motivos, uma parte do meu coração sente falta das ligações de madrugada, das pedras na minha janela, dos encontros inesperados, das brigas, dos pedidos para que  não me procurasse novamente e dos conselhos malucos que trocávamos.

Quando a gente explode

Ser forte o tempo não é uma tarefa fácil. Chega uma hora que sufoca. A gente desaba por qualquer mal encarada na rua ou dentro do ônibus. E aí o coração aperta e as lágrimas parecem não ter fim. A gente sente uma dor forte, a alma parece doer, e se trancar no quarto parece a única solução cabível para aquele momento. Não tem motivo principal. As situações do dia a dia viraram uma bola de neve, que agora passa por cima de nós, arrancando tudo que vê pela frente.

E se a gente reclamasse menos?

Sabe, tem coisas que acontecem na nossa vida que levam tempo para nos mostrar o porque. Mas quando mostram, é um tapa bem dado na nossa cara. E eu acho é pouco. A gente questiona demais, reclama demais, chora demais e acredita de menos. E aí que as vezes eu acho que a gente deveria era apanhar muito para aprender que se aconteceu, teve motivo. Se aconteceu é porque Deus quis assim ~ ou o destino, ou a Terra, ou o cosmo ou sei lá o que.

Esperar não é tarefa fácil para a maioria das pessoas (estou me incluindo nessa lista). Aceitar que aquilo que a gente queria não aconteceu, também não. Levar um ‘não’ da vida dói a alma, a maioria das vezes. A gente prefere morrer do que encarar que as coisas saíram do eixo. Que não eram para acontecer da forma que a gente queria.