Idas e vindas

Hoje ouvi de uma amiga que a pior coisa é quando a gente gosta de alguém e o alguém não tem certeza se quer ficar com a gente. Comecei parabenizando mentalmente o alguém pela sua sinceridade em expor seus sentimentos, ou a falta de sentimentos, ou a confusão de sentimentos. Disse (sem pensar 1 segundo) que quando a gente gosta de verdade, por mais conturbado que seja o contexto da história, não há dúvida. Se uma das partes tem dúvida, não é pra ser. Pelo menos naquele momento da vida não é pra ser.

Ao mesmo tempo tão estranhos

O tempo passou e a gente nunca mais se viu. Trocamos duas ou três mensagens e apenas uma ligação desde o término. Nessa ligação eu dei o adeus final. Não dava mais para manter algo que não iria para frente. Na boa, a gente sabe quando não vai dar em nada, apenas em novas frustrações e decepções. Mas mesmo assim, por vezes alimentamos algo sem saber o porquê. Talvez apenas por costume. Sim, a gente se acostuma a ter uma pessoa do lado, compartilhando coisas boas e ruins.

“Saudade é o amor que fica”

Esses dias li um texto escrito por um oncologista (aliás, que texto!), sobre o significado da morte para uma criança com câncer terminal. Acho que não preciso entrar em detalhes, exceto ao destacar uma das frases que fez meus olhos marejarem (o que é difícil de acontecer, mas ultimamente tem acontecido): “Saudade é o amor que fica”. Não me lembro de ter lido ou ouvido algo parecido, ainda mais vindo de uma criança de 11 anos, mas foi a melhor definição que já encontrei! Não sei se o texto é real, mas é de uma sensibilidade, sinceridade, pureza… que faz bem! E me fez querer compartilhar algo sobre amor e saudade.