E lá se vão 12 meses…

Hoje o dia amanheceu estranho. Me dei conta de que 12 meses se passaram desde aquela terrível noite de quarta-feira. Ainda me lembro com detalhes de como recebi a notícia de que você havia nos deixado, para sempre. E, apesar de todo mal que você me fez, das lágrimas que derramei enquanto você brincava com meus sentimentos e das noites que passei em claro tentando entender os motivos, uma parte do meu coração sente falta das ligações de madrugada, das pedras na minha janela, dos encontros inesperados, das brigas, dos pedidos para que  não me procurasse novamente e dos conselhos malucos que trocávamos.

“Saudade é o amor que fica”

Esses dias li um texto escrito por um oncologista (aliás, que texto!), sobre o significado da morte para uma criança com câncer terminal. Acho que não preciso entrar em detalhes, exceto ao destacar uma das frases que fez meus olhos marejarem (o que é difícil de acontecer, mas ultimamente tem acontecido): “Saudade é o amor que fica”. Não me lembro de ter lido ou ouvido algo parecido, ainda mais vindo de uma criança de 11 anos, mas foi a melhor definição que já encontrei! Não sei se o texto é real, mas é de uma sensibilidade, sinceridade, pureza… que faz bem! E me fez querer compartilhar algo sobre amor e saudade.