É que eu lembro com carinho

Talvez eu nunca esqueça os momentos que passamos juntos. E, talvez, eu não queira mais jogar fora tudo aquilo que vivemos, com tanta intensidade. Quando a gente supera o trágico fim de um relacionamento ~ que tinha tanto para dar certo ~ ficam apenas as lembranças, os sorrisos, os abraços e as risadas. Tudo fica no lugar que deveria estar e se torna mais fácil seguir em frente, com a certeza de que as coisas duram o tempo que têm que durar.

Deixa ser

Quando temos que lidar com uma pessoa do passado, que na verdade não passou, é como se estivéssemos pisando em ovos já quebrados. A probabilidade de ser surpreendida, tanto positiva quando negativamente, é quase zero. Não tem expectativa, não tem um sentimento vivo. É só um cais. Só! Como se um cais fosse pouco. Pra onde a gente sempre volta.  A dúvida é: Até quando? Me assusta não saber. O fato de não conseguir me desvencilhar de uma pessoa, de uma história, do passado… Desconfio que esse seja o mal que assola os protagonistas de histórias mal resolvidas. Por mais que a gente queira, tem uma coisa inexplicável e louca, que nos faz voltar para o cais. Um cais de um porto que de seguro não tem nada.

Essa mania de viver no futuro

Dia desses eu e uma amiga começamos a falar sobre o carnaval. Cheguei a pesquisar alguns pacotes em cidades que bombam nesta época do ano, inclusive. Tudo bem que carnaval leva um bom dinheiro e é preciso se programar com antecedência. Mas, pegando o gancho nisso, comecei a pensar quantas vezes vivemos pensando somente no futuro, no que queremos ter e ser, naquilo que sonhamos. E esquecemos de aproveitar o hoje.