E lá se vão 12 meses…

Hoje o dia amanheceu estranho. Me dei conta de que 12 meses se passaram desde aquela terrível noite de quarta-feira. Ainda me lembro com detalhes de como recebi a notícia de que você havia nos deixado, para sempre. E, apesar de todo mal que você me fez, das lágrimas que derramei enquanto você brincava com meus sentimentos e das noites que passei em claro tentando entender os motivos, uma parte do meu coração sente falta das ligações de madrugada, das pedras na minha janela, dos encontros inesperados, das brigas, dos pedidos para que  não me procurasse novamente e dos conselhos malucos que trocávamos.

Caminhe sempre para frente, o que for de verdade permanecerá

“Caminhe sempre para frente e não pare em nada. O que for de verdade permanecerá contigo passe o tempo que passar, caminhe a distância que percorrer…” Quem disse isso não foi Carlos, Clarice, Chico ou Ruth. Eles até já podem ter dito isso com outras palavras, mas eu li anteontem. Era a resposta de um e-mail que eu havia enviado há semanas, contando uma decisão tomada, entre outras coisas. O que eu li me confortou, como quando precisei há dias. Agradeci por alguém ter me feito pensar nisso novamente.

Tudo mudou e você nem viu

Eu não vou mais me esforçar pra gente estar junto. Não quero passar horas com o celular na mão esperando sua ligação. Não faz mais sentido mover mundos e fundos por você. Lembra quando tudo parecia caminhar e você se distanciou? Foi você quem quebrou o início, quando tudo parecia flores. Lembra? Pois é, as coisas mudam. As pessoas mudam a todo instante e eu mudei. Mudei pra melhor, diga-se de passagem.